Olha o que já passou por aqui!

postado por Cinthya Rachel às 13:37
05
out

 

Sábado comecei uma nova saga da mudança (aguardem que já já conto todos os detalhes), e dessa vez contratei uma empresa especializada. O rapaz me deu um caderninho pra eu anotar o que tinha em cada caixa, mas não de modo geral, era pra anotar assim: 12 potes de cozinha, 57 livros, 97 peças de roupa. Sim. Nem me falem. Quem me acompanha no Snap (cicirachel) viu um pouquinho da emoção. Vocês sabem que fiz uma recente limpa gigante no guarda roupa, claro que reabasteci uma parte com novas peças, mas foi embora muita coisa MESMO. Daí que chegou a hora de encher a caixa de roupas, lá fui eu contando e o namorado guardando, era cinto, blusa, casaco, lenço, meia calça, etc, um, dois, 10, 50, 100 e WHAT????????

Quase tive mais um surto de limpeza ali na hora. Como assim uma das caixas tinha mais de 100 peças de roupa? Aí comecei a passar o olho pelo resto das coisas, louças, shampoo, pratos, toalha… E cara, a gente precisa de tudo isso? Morava em um micro ap e saiu tanta caixa que desacreditei, e isso que sou uma peça bem desapegada, se não uso algo eu dou, vendo, tiro de casa. Isso me fez pensar muito, quero descobrir como viver com menos coisas ainda, pois a gente não precisa de tudo isso. Quero uma bagagem mais leve, literalmente. Às vezes a gente compra uma panela X e usa uma vez e fica guardada, ou aquele processador incrível e nunca usa, ou uma calça na promoção e a bichinha fica no armário com etiqueta durante anos. É aquele exemplo que eu já dei uma vez, quem precisa de mais de uma bota preta? Eu já estou é prevendo mais uma giga limpa quando a mudança chegar, rs.

E você, quantas coisas você tem?





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postado por Cinthya Rachel às 11:07
16
set

 

Eu saio de casa e quase sempre pego o farol fechado na hora de atravessar a rua. Cruzo com menina magrinha de calça jeans e roupa confortável. Passo pela banca, os rapazes já chegaram e jogam conversa fora, ouço um “me dá uma bala de canela”, o troco que a gente aceita no dia-a dia.

Dessa lado da calçada faz sol, atravesso de novo e conto os minutos para encontrar com a moça que me parece sempre meio apressada, os cabelos ondulados molhados diariamente. Se encontro com ela logo que cruzo, sei que estou atrasada, se a gente se vê só depois de umas duas quadras, ela que levantou mais tarde. Será que ela mede o tempo por minha presença também?

Eu passo pela casa de muro alto com portão branco bem na hora que a mulher com calça de ginástica e camiseta toca o interfone. Ela está preparada para a guerra com garrafinha de água, saquinhos plásticos e luvas. Ali ela pega 2 dálmatas, um com pintas pretas e outro com pintas marrons, nunca vejo pra onde eles vão. Ontem a tarde eu a vi novamente, mas dessa vez levando um bulldog para passear.

Nunca mais vi a menina das meias coloridas, será que ela não trabalha mais na papelaria?

Na esquina o moço segue a inglória luta diária contra as folhas na calçada. Varre, varre, varre. Ele sempre me espera passar pra continuar varrendo. Eu gosto das folhas caídas, esses dias estavam milhares delas, pequenas, amarelas. Eu não varreria.

O vestido branco de verão continua naquela vitrine me tentando, e parece que está tudo com 50% de desconto, hum.

Esse último trecho é perigoso, hora de desviar das amoras gordas e quase pretas que estão pelo chão. As árvores estão carregadas. Olho o meu reflexo na vitrine da lojinha que acabou de fechar. Talvez eu ajeite a blusa.

Parece que tem poesia por aqui nessa São Paulo imensa que fica pequenininha no nosso trajeto diário.

Cheguei.





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postado por Cinthya Rachel às 22:51
16
jul

 

Vocês lembram que falei AQUI um pouquinho dos meus 35 anos? Da vontade louca de jogar fora tudo o que está no armário? Então, não passou, rs. Ontem estava em surto psicótico e resolvi fazer mais uma limpa. E acreditem, eu nem tenho tanta roupa assim, quando compro algo novo eu normalmente dou outra peça que está no armário, tem 5 anos que não compro calça jeans e casaco, eu costumo usar bem tudo o que tenho.

Aproveitei o surto D. Dita em plena 22:30 e lá fui eu cavucar, dobrar as malhas novas (comprei na promoção numa feira de malhas) e tirar as antigas, aí olhei feio para as camisetas e tirei mais algumas, enchi uma sacolona. Hoje passei o dia na rua pensando no armário, quando cheguei em casa eu continuei com a limpa. Fui para as camisetas coloridas, depois para as calças, dispensei as que não fecham mais na pança e/ou que não tem mais minha cara, passei para os vestidos, lá foi mais um tanto de coisa e outra sacola cheia. Prevejo gaveta de lingeries amanhã.

Mas a questão é que eu olho para o que sobrou e adivinhem? Mesmo assim tem coisa que eu não quero usar :( Sim, estou me sentindo uma criança mimada falando que não quer mais brincar, mas é muito louca essa sensação. Uma vontade de só ficar com duas calças, 3 camisas, 1 casaco e fim.

Estou pensando em dar um tempinho, esperar mais um mês e ver se realmente não quero o que está no armário e aí pensar em uma estratégia de refazer esse estilo com calma, com economia e de um modo que me deixe contente.

Alguém já passou por essa pira? Me ajudem, por favor, rs!





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postado por Cinthya Rachel às 20:04
10
ago

Ouço muito a frase do título em tom de brincadeira e eu mesma muitas vezes me auto sacaneio com ela. Ter feito o castelo foi algo maravilhoso, fazer parte da infância de alguém é muito especial. Sei que quando as pessoas me vêm pessoalmente elas podem ficar chocadas, afinal lá se foram 20 anos, tenho 34, sou uma mulher, com opinião, desejos, vontade, que beija na boca, que fala palavrão e toma um drink. Só não vou ao banheiro, porque meninas não fazem cocô, e todos sabem disso. Ah, nem tem bafo quando acordo, “igual que nem” as novelas.

Eu sempre dou risada quando alguém me conhece e depois de um tempo vê que eu cresci e comenta em tom de brincadeira: você não pode falar palavrão, assim acaba com minha infância. Essa imagem do castelo é algo muito forte e eu respeito isso. Sempre escolhi trabalhos bacanas depois dele, sempre tomo cuidado com o que falo, com os programas que participo, em como me comporto em lugares públicos, em respeito às pessoas e a mim mesma.

Mas aí hoje recebo um comentário em relação ao vídeo que fiz falando sobre os 20 anos do castelo, que muito da magia fica por conta de quem assistiu ao programa. A pessoa ficou indignada, que se sentiu boba por ter assistido e gostado tanto do programa na infância, que não gostou de eu ter falado que foi um trabalho. Cara, foi um trabalho maravilhoso, onde conheci pessoas incríveis, aprendi muito e pude fazer parte da infância de tanta gente, mas foi um trabalho. Qual a dificuldade de entender isso? A mágica que aparecia na TV, aquele universo que encantou todo mundo, foi feito a custa de muito trabalho, a gente gravava todo dia, repetia cenas infinitas vezes num estúdio que fazia 45 graus, e fazia tudo isso com muito carinho para que quem assistisse ficasse feliz. Sei que TV parece puro glamour, mas oh, é trabalho mesmo. Um trabalho que dá um prazer incrível, fazer parte de um projeto desses é algo único da vida mas a magia fica por conta de quem assiste, essa é a natureza do trabalho em TV, cinema, teatro.

Eu ia pedir desculpas por a menina ter se sentido assim, mas sabe, ela teve tardes felizes vivendo a magia do programa e se ela não pode lidar com o fato de que para os atores foi um trabalho, bem, eu não posso fazer nada. Eu não sou responsável pelo o que ela sente ou por ela ter ficado ofendida com o mundo real. A vida não é um grande toddynho gelado ou o nosso próprio umbigo. A gente não tem que viver para suprir as expectativas do outro, mas sim as nossas. Não dá pra pedir desculpas por ser sincero e ser quem se é.

Vamos viver a vida leves, porém com o pé no chão.

Beijos!

Biba, ops, Cinthya Rachel.





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