Olha o que já passou por aqui!

postado por Cinthya Rachel às 10:00
10
fev

Se você der um google no meu nome (até hoje a maior parte das visitas que chegam aqui é via pesquisa do meu nome) vai achar o meu blog, algumas matérias, entrevistas, fotos e páginas querendo responder a pergunta: por onde eu ando?

O fato é que tirando sites sérios que me entrevistaram, ligaram, mandaram email, tem um monte de notícia nada a ver sobre a minha pessoa por aí, então resolvi esclarecer algumas coisas e fazer a minha própria versão de Por Anda Cinthya Rachel (sobe som, cai uma lágrima, pega um lenço de papel, rs).

Comecei a trabalhar muito pequena, com 6 anos de idade entrei em um concurso de modelos, fiquei entre as finalistas e ganhei o book de uma agência. Um dos primeiros comerciais que fiz foi o do Tang, que na época fez muito sucesso, fiquei contratada um tempão, e até hoje tem gente que me chama de garotinha do Tang, rs.

Ai não parei mais, fiz comerciais, apresentei programas infantis (Cometa Alegria, TV Manchete), cantei (com o Jairzinho, hoje Jair Oliveira), fiz minisséries (Abolição, TV Globo), teatro, programas pra adolescente (O Professor, TV Cultura), e aí veio o Castelo Rátimbum (que foi gravado em 1993/1994), que foi tão marcante que muita gente pensa que é meu único trabalho na TV e que depois eu sumi e nunca mais fiz nada, rs.

Bem, não é verdade, rs. O que acontece na nossa profissão é que muita gente acha que se você não estiver fazendo novela na Globo quer dizer que sumiu e sua carreira acabou.

Depois do Castelo ainda na Cultura apresentei mais dois programas (Turma da Cultura e RG), fiz Telecurso 2000 (Globo), novela (Tocaia Grande, TV Manchete), mais teatro, tinha um quadro no Domingo da Gente (Rede Record), um programa de entrevistas na Record Internacional, apresentei mais um programa infantil e outro jovem na TV da Gente, fui repórter na Bandeirantes e também no SBT.

Também apresentei um programa de culinária na TV Gazeta e fui uma das apresentadoras do canal de Beleza do Youtube, enquanto isso continuei fazendo vídeos institucionais para marcas e dando aulas de interpretação e coach para atores.

Por ser formada em jornalismo e adorar escrever, parti para o universo literário, estou no meu terceiro livro infantil, já publiquei o primeiro: A Garota que Queria Mudar o Mundo e também fui explorar outras áreas, trabalhei em algumas agências de publicidade cuidando da área de Gestão de Comunidades.

Mudei para Buenos Aires em novembro de 2015 pois me apaixonei por um argentino, rs. Por aqui sigo escrevendo, gravando pro meu canal do Youtube, trabalhando como atriz e dirigindo dublagem de filmes, novelas e documentários.

Então é por aí que eu ando, ainda fazendo o que eu amo, e lá se vão quase 30 anos na estrada!

Veja também as dicas de beleza e tutorias de make aqui no blog!

Conheça meu canal no Youtube!





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postado por Cinthya Rachel às 15:10
06
nov

Estou eu no ônibus. Pouca gente. Umas 8 pessoas. Dei sorte de pegar um com ar condicionado. Aquela moleza gostosa. Eu sentada no assento do corredor e o lugar da janela vazio. Distraída, olhando pra frente, relaxada. No que me dou conta um TIO, que tinha levantado pra descer no próximo ponto, está no corredor com o corpo de frente pra mim, GRUDADO no meu assento, naquela pose clássica do pênis praticamente se encostando na minha cara, os braços pra cima segurando na barra, com todos os olhos pra dentro do decote da minha blusa, achando que eu ia me constranger e ficar quieta.
Falei alto, mais alto do que a voz estava no meu cérebro:
-POIS NÃO? O SENHOR QUER SENTAR???
Todo mundo do ônibus olhou e ficou prestando atenção.
O SENHOR gaguejou e falou constrangido:
-Nnnnão, não…
Eu, ainda alto e falando muito séria:
-AH, TÁ BOM ENTÃO!
Me movi 30 centímetros e sentei no meio dos dois assentos enquanto o ponto dele não chegou, pois não sou obrigada. Meninas, não fiquem caladas!!!!!
‪#‎nãopassarão‬ ‪#‎vamosfazerumescândalo‬ ‪#‎assédio‬





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postado por Cinthya Rachel às 13:37
05
out

 

Sábado comecei uma nova saga da mudança (aguardem que já já conto todos os detalhes), e dessa vez contratei uma empresa especializada. O rapaz me deu um caderninho pra eu anotar o que tinha em cada caixa, mas não de modo geral, era pra anotar assim: 12 potes de cozinha, 57 livros, 97 peças de roupa. Sim. Nem me falem. Quem me acompanha no Snap (cicirachel) viu um pouquinho da emoção. Vocês sabem que fiz uma recente limpa gigante no guarda roupa, claro que reabasteci uma parte com novas peças, mas foi embora muita coisa MESMO. Daí que chegou a hora de encher a caixa de roupas, lá fui eu contando e o namorado guardando, era cinto, blusa, casaco, lenço, meia calça, etc, um, dois, 10, 50, 100 e WHAT????????

Quase tive mais um surto de limpeza ali na hora. Como assim uma das caixas tinha mais de 100 peças de roupa? Aí comecei a passar o olho pelo resto das coisas, louças, shampoo, pratos, toalha… E cara, a gente precisa de tudo isso? Morava em um micro ap e saiu tanta caixa que desacreditei, e isso que sou uma peça bem desapegada, se não uso algo eu dou, vendo, tiro de casa. Isso me fez pensar muito, quero descobrir como viver com menos coisas ainda, pois a gente não precisa de tudo isso. Quero uma bagagem mais leve, literalmente. Às vezes a gente compra uma panela X e usa uma vez e fica guardada, ou aquele processador incrível e nunca usa, ou uma calça na promoção e a bichinha fica no armário com etiqueta durante anos. É aquele exemplo que eu já dei uma vez, quem precisa de mais de uma bota preta? Eu já estou é prevendo mais uma giga limpa quando a mudança chegar, rs.

E você, quantas coisas você tem?





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postado por Cinthya Rachel às 11:07
16
set

 

Eu saio de casa e quase sempre pego o farol fechado na hora de atravessar a rua. Cruzo com menina magrinha de calça jeans e roupa confortável. Passo pela banca, os rapazes já chegaram e jogam conversa fora, ouço um “me dá uma bala de canela”, o troco que a gente aceita no dia-a dia.

Dessa lado da calçada faz sol, atravesso de novo e conto os minutos para encontrar com a moça que me parece sempre meio apressada, os cabelos ondulados molhados diariamente. Se encontro com ela logo que cruzo, sei que estou atrasada, se a gente se vê só depois de umas duas quadras, ela que levantou mais tarde. Será que ela mede o tempo por minha presença também?

Eu passo pela casa de muro alto com portão branco bem na hora que a mulher com calça de ginástica e camiseta toca o interfone. Ela está preparada para a guerra com garrafinha de água, saquinhos plásticos e luvas. Ali ela pega 2 dálmatas, um com pintas pretas e outro com pintas marrons, nunca vejo pra onde eles vão. Ontem a tarde eu a vi novamente, mas dessa vez levando um bulldog para passear.

Nunca mais vi a menina das meias coloridas, será que ela não trabalha mais na papelaria?

Na esquina o moço segue a inglória luta diária contra as folhas na calçada. Varre, varre, varre. Ele sempre me espera passar pra continuar varrendo. Eu gosto das folhas caídas, esses dias estavam milhares delas, pequenas, amarelas. Eu não varreria.

O vestido branco de verão continua naquela vitrine me tentando, e parece que está tudo com 50% de desconto, hum.

Esse último trecho é perigoso, hora de desviar das amoras gordas e quase pretas que estão pelo chão. As árvores estão carregadas. Olho o meu reflexo na vitrine da lojinha que acabou de fechar. Talvez eu ajeite a blusa.

Parece que tem poesia por aqui nessa São Paulo imensa que fica pequenininha no nosso trajeto diário.

Cheguei.





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