postado por Cinthya Rachel às 8:09
16
mar

Um dos meus maiores traumas de infância não foi cair da bicicleta, quebrar o braço e ninguém acreditar. Me fizeram dormir com ele quebrado, fui pra aula no outro dia, e quando cheguei em casa ele estava roxo e inchado, aí me levaram no ortopedista, até lembro o nome, Dr. Cippola, e bem, estava quebrado. Uns meses no gesso, um cotovelo meio torto até hoje, mas sobrevivi.

Um dos meus maiores traumas de infância não foi andar no porta malas da Caravan do meu pai – carro que eu AMAVA e a gente chamava carinhosamente de banheira-, claro que com a porta aberta e sem cinto pelas ruas de São Paulo (oh, anos 80), e perder um sapato no meio do caminho.

Um dos meus maiores traumas de infância não foi uma mulher me dizendo que eu tinha uma “beleza diferente”, e elogiando outra criancinha do lado.

Um dos meus maiores traumas de infância não foi acordar todos os dias com o raio daquela vinheta na rádio: “vambora vambora, tá na hora, vambora, vambora”, a las 6 de la matina.

Um dos meus maiores traumas de infância não foi minha irmã sempre tentar usar as minhas roupas e sapatos novos antes de mim.

Um dos meus maiores traumas de infância não foi perder a excursão ao planetário pois era dia de gravação (aliás, só consegui ir ao planetário pela primeira vez na vida durante a viagem em janeiro).

Um dos meus maiores traumas de infância não foi achar que eu fosse morrer, após engasgar repetidas e incontáveis vezes com a bala Soft, da roxinha, claro.

Um dos meus maiores traumas da minha doce e já um pouco distante infância foi minha mãe não me deixar tomar aquele suquinho azul radioativo que vendia na feira dentro de um revólverzinho de plástico.





Você pode gostar também: