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De uns tempos pra cá comecei a receber alguns comentários, principalmente no Youtube, numa língua quase que alienígena. Achei que estivessem tirando uma com a minha cara, não era possível. Mas não. Pra minha tristeza era verdade. Recebo coisas assim:
…nossa eu num achei o pentiado tão legal não…
…mim adiciona…
…perca de tempo gastando um monte de miss… (creio que miss seja grampo)
…tem que umidecer…
…nao era mais facio prender…
…ela usa pra humidecer…
…se escreve no meu canal…
…posso usar com sintinho?…
Esses são só os mais comuns e menos piores, mas tem mensagens que não dá nem pra compreender, não tem vírgula, não tem concordância, não tem sentido. Tem blog por aí que acha engraçado, tira sarro, eu só acho isso absolutamente triste. Os jovens sabem ler e escrever palavras soltas, mas não são capazes de construir uma frase com sentido ou de compreender um texto. Isso é analfabetismo funcional. A pessoa lê mas não entende. Escreve mas não faz sentido. Isso é muito, muito triste. Eles vão crescer e virar os trabalhadores do Brasil. Agora me diz se é possível esse país ir pra frente desse jeito?
27 de junho de 2012 às 11:58
Araci, o texto é uma brincadeira e uma ironia, e não é errado escrever TEM em substituição ao HÁ. E não é preconceito linguístico, pois o mínimo que todos nós deveríamos é saber escrever corretamente na nossa língua. Um beijo
26 de junho de 2012 às 08:39
Cinthya, no seu texto também há erros gramaticais (“tem mensagens” em vez de “há mensagens”), estilísticos (repetição do termo “isso”) e de argumentação (o uso do clichê “como o Brasil vai pra frente desse jeito?”). A língua, como você pode ver, é algo bem mais complexo do que a correlação escrever certo/se dar bem na vida. Os “erros” que você observa no seu blog são, em sua maioria, questões de ortografia e não de compreensão. Ademais, Pasquale não é referência entre os teóricos de Letras – e sim entre aqueles que, por pouco conhecerem a língua, a aprisionam dentro das categorias de certo/errado. Como diz Patativa do Assaré (poeta que escreve lindamente sem seguir as regras gramaticais), “Melhor escrever errado a coisa certa que escrever certo a coisa errada”.
Sugestão de leitura: “Marcos Bagno. Preconceito lingüístico – o que é, como se faz. Editora Loyola, 1999″
http://grupodeletras.blogspot.com.br/2012/05/preconceito-linguistico.html
30 de novembro de 2011 às 00:33
Conheci seu blog hoje por meio de um texto que li no shame on you blogueira. O que mais me chamou a atenção foi o conteúdo, a escrita impecável e lendo os comentários o bom nível de escrita das suas leitoras. Não tenho paciência para ler textos com erro de português. Como a Mari colocou no comentário dela não é culpa de escola pública pois eu estudei em algumas e me orgulho de saber escrever direito. Conheço pessoas com formação acadêmica, inclusive doutorado que fala e escreve errado. O problema e falta de interesse de saber escrever direito.
23 de novembro de 2011 às 04:05
Concordo plenamente. E acho que o mais triste eh que essas pessoas entram numa faculdade, e o pior, saem de lah formadas! O que existe de adEvogado e “jornalista” por aih eh uma tristeza soh. O meu desespero soh aumenta eh com o teclado americano que nao me permite usar um unico acento. Sinto que estou perdendo meu Portugues e uso o meu blog para me ajudar a manter a memoria de como escrever corretamente, embora cometa cada vez mais erros.
21 de novembro de 2011 às 21:23
Sua dicas são muito preciosas, além da sua didática e objetividade.
Parabéns!
20 de novembro de 2011 às 17:19
Considero que parte da culpa é a pressa em escrever o que criou um “língua à parte” como : naum, blz, etc…
Outro assunto são os erros grosseiros de português como você cita no texto: esse é um problema da escola !!!
18 de novembro de 2011 às 11:58
Tem gente que fala que isso é um problema das escolas públicas. Errado! Conheço pessoas que estudaram a vida toda em escola cara e escrevem assim. E o pior: conseguiram se formar. Como? Só Deus sabe…
17 de novembro de 2011 às 20:43
Oi Cinthya, leio seu blog há muito tempo, mas nunca tinha deixado um comentário…
Adorei você ter levantado essa discussão, faz a gente pensar em diversas coisas, principalmente na qualidade da educação no nosso país. Fico pensando no porquê de aceitarmos sem problemas que vários grupos tenham jargões que só eles entendem e que a linguagem que se desenvolveu na internet seja tão combatida. Não acredito que sejam as abreviações usadas em bate-papos que cause a dificuldade em escrever que é mostrada no seu texto. Isso me parece mais deficiência na educação que é oferecida no país. A própria construção das frases demonstra isso, além do fato desses erros serem tão comuns no nosso dia-a-dia.
Para mim, é sim preconceito achar que o problema dos alunos é o uso da internet. E além disso, é tentar culpar o aluno de um problema que não foi ele que causou. O fato deles conseguirem assimilar palavras novas na internet, coisa que não é fácil, demonstra a capacidade cognitiva que eles possuem. Então o que falta para que eles assimilem também a norma culta? Será que a culpa é dos professores? Será que isso acontece por que alunos que não aprenderam passam de ano? São os pais que não cobram ou no ambiente que eles vivem esse tipo de conhecimento não é valorizado?
Eu acho que é tudo isso e mais algumas coisas que são características de nosso país.
17 de novembro de 2011 às 11:42
Essa é a triste realidade do nosso país. Dá tristeza ler e-mail, facebook, twitter e outros. É raro alguém que escreve corretamente.
Um deslize ou outro na gramática, concordância e etc, até acho normal. Não é sempre que prestamos toda a atenção do mundo escrevendo, ainda mais na internet. Mas o que vemos por aí hoje não são meros deslizes, são mesmo línguas alienígenas! Não tem outra explicação! Triste.
17 de novembro de 2011 às 01:03
Eugênia, existe a linguagem coloquial e a norma culta, nem estamos falando dessa última aqui, apenas em escrever certo. Não é informal falar: ti curtu, é errado, simples assim. Qto ao miss foi colocada a explicação entre parênteses, em nenhum momento o post fala q esta palavra é errada. E sim, uma paulista pode dizer que é verdi, mas JAMAIS pode escrever desse mesmo jeito. E vc como uma pessoa que escreve muito corretamente não deveria concordar com isso. Informalidade é uma coisa, escrever errado é outra. Beijos e obrigada pela sua visita!
16 de novembro de 2011 às 23:35
Sim, é preconceito! “Miss” não é “internetês”, é “grampo” em alguns lugares do norte e nordeste do país. Muitos escrevem como falam (coloquial) e daí? Uma paulista pode te dizer que a alface é “verdi”, mas não pode escrever em um local informal “verdi”? Ah, deixa pra lá o que penso, vai que no post seguinte eu seja a próxima a ser apontada pelos meus erros gramaticais.
Bjs!
16 de novembro de 2011 às 20:54
A coisa está feia por demais mesmo! E não vejo o post como preconceito, e sim como exemplo de como anda a educação no país. O “internetês” está claramente piorando isso tudo, pois o povo não quer mais ler nada que tenha mais que 140 caracteres, não é? Fora o fato de só ver filmes dublados e não querer nada com a leitura!
16 de novembro de 2011 às 20:42
Concordo, é muito triste e revoltante, mas vc viu o comentário acima, dizendo que é preconceito seu e que o importante é conseguir “entender” apesar de todos os erros e falta de concordância?? Sim, é essa a mentalidade do brasileiro e que reina também no sistema educacional, o que me parece é que simplesmente desistiram de tentar ensinar e cobrar dos alunos, é mais fácil deixar como está mesmo, como sempre foi a postura do brasileiro diante da vida, “vai levando”, deixa como está, pra que dificultar? É realmente frustrante…
16 de novembro de 2011 às 19:10
Oi…
É complicado, acaba sendo um pouco o vício e a pressa de escrever né…às vezes tem cada gafe que eu vejo por ai, tenso minha amiga, muuuuito tenso.
E a gente também não só vê como comete…de vez em qdo dá um escorregãozinho, mas aceitável, diante desse aí de cima!!!
Beijão!
16 de novembro de 2011 às 16:28
É vergonhoso e revoltante!
16 de novembro de 2011 às 16:27
Infelizmente essa é a realidade do nosso país!
16 de novembro de 2011 às 14:43
Também acho muito triste. Não, não é possível que um país vá pra frente desse jeito. Eu percebo isso, Cinthya… As pessoas não conseguem interpretar UMA FRASE que seja. Elas sabem que b+a= ba, mas não sabem compreender o que leem. É triste, mesmo! E começa lá na barriga da mãe, a falta de estímulo ao estudo e à leitura, depois é na escola, com decoreba automatizada, sem o mínimo de estímulo à criatividade, à crítica e ao autoaprendizado. Triste, não há outra palavra.
16 de novembro de 2011 às 13:31
O correto agora é dizer alfabetismo funcional
16 de novembro de 2011 às 13:27
Com esse preconceito?! Nem em sonho!
Apesar dos erros, entendi direitinho o que os comentários dizem.
Bjs!
16 de novembro de 2011 às 12:58
Eu já achava um absurdo há tempos atrás, agora desandou de vez!
Estou com 26 anos e tenho contato com a internet desde os tempos de ICQ e MIRC. Foi difícil resistir às abreviações! Estou com medo desse pessoal de hoje… Fala sério!
Beijo grande!
16 de novembro de 2011 às 12:43
o,O
16 de novembro de 2011 às 12:02
Triste é pouco. Tenho lido cada coisa que chega a ser difícil de acreditar que é a sério.
E não é só construir frases com sentido, mas palavras básicas escritas completamente erradas.
Um cara me escreveu outro dia assim – “Vc VIL que não troquei a foto?”
O que responder depois dessa? Você acha que vou sair com um cara que tem um português desses? Muito medo, rs.
Beijos querida, e parabéns sempre pelo Blog
16 de novembro de 2011 às 11:54
É, concordo contigo. Basta olhar um facebook da vida que tenho vontade de sair correndo. Não que eu seja expert na língua portuguesa, mas poxa, o fundamental pra escrever um texto compreensível eu ainda sei, e me preocupo em aprender e melhorar nos aspectos que ainda tenho dúvidas.
Mas o nível por aí está cada vez mais baixo. E as pessoas não conseguem sequer construir uma frase simples, já saem por aí abrindo blog e achando que tem condição de passar alguma coisa adiante. Também fico como você pensando que tipo de pessoa é essa que vai entrar (se já não está) no mercado de trabalho, pessoas que não sabem escrever, que não sabem interpretar um texto, que não desenvolvem sua capacidade de abstração… muito difícil conviver com isso, ao menos pra mim. ![]()
bjo
16 de novembro de 2011 às 11:14
Na minha opinião, não é algo que se resuma ao contexto da internet. O brasileiro, de uma maneira geral, não sabe escrever. As abreviações dos chats apenas pioraram a falta de zelo das pessoas em escrever quando estão se comunicando online.
Mas o porquê dessa dificuldade de escrever corertamente? Acho que se deve ao não reconhecimento da importância da leitura e da escrita.
Ah! Adoro seu blog!
Beijos!
16 de novembro de 2011 às 10:51
Pois é, na véspera de feriado fiquei perplexa, um rapaz (não mais de 20 anos) questiona outro:
- de onde você é?
ele responde:
- do Espírito Santo.
Aí o rapaz questiona:
- onde fica isso, na Bahia?
… na tentativa de explicar, diz que faz divisa com o Estado de São Paulo e Rio Janeiro… no sudeste.
e para fechar com chave de ouro:
- ah, eu não entendo muito disso, é lá em Santa Catarina, né?
Lamentável…
16 de novembro de 2011 às 10:36
Lamentável mesmo, com certeza! =(
A gente lê cada coisa… aff!!!
16 de novembro de 2011 às 10:27
Eu acredito que tudo começou com aquela modinha de abreviar tudo nos tempos áureos do MSN. Interpretar coisas como “ñ” ou “naum” não é nada simpático. E isso ainda me causa certa aflição…Já ouvi jovens se orgulharem desta linguagem “alternativa”. Seria uma caminho sem volta?
Beijão
Rafaela Figueredo
http://belezasempadrao.com/
16 de novembro de 2011 às 10:12
Adorei…eu sou professora e sobre esse assunto eu publiquei um artigo em 2007, eu fico muito triste com tudo isso, pois nós muitas vezes somos responsabilizados por esse caos na educação, mas existe um sistema que promove os alunos sem que necessariamente eles tenham aprendido, apesar do discurso político ser bonito na TV a realidade é outra…se interessar te envio um original por email…ou é possível encontrar na internet…Progressão Continuada ou Promoção Automática? Considerações sobre os alunos que concluem o ensino fundamental I sem estar alfabetizado.
Angelica Lourenço Pinto



















